sábado, 31 de outubro de 2015

25 de outubro de 2015 - Vladimir Herzog






Domingo, dia 25 de outubro, na Catedral da Sé, lembrou-se os 40 anos da morte violenta de Vladmir, Vlado Herzog.
A manifestação popular fez recordar os tempos onde as vozes eram pela Democracia, Diretas Já...
Assim, escrevi o seguinte texto o qual compartilho com vocês:

A mente clara e lúcida sabe identificar toda e qualquer forma de violência.
O sistema autoritário da violência cria "verdades".
O olhar atento as desconstroem.
O suicídio simulado pela "inteligência da violência estrutural" foi desvendado pela "mente lúcida", por tortura seguida de morte.
Sendo Vladimir, Vlado Herzog, vítima da violência de uma estrutura de poder, que possamos desenvolver em nós o olhar em profundidade.

E, nos dias de hoje, diante de tantos fatos anunciados e enunciados, pergunto se ainda não estamos sendo iludidos e deludidos por falsas circunstâncias, como o "suicídio" de Herzog.
As estruturas de poder, na lógica da cultura de violência, criam falsas verdades, mobilizando todo nós ao desânimo, à descrença, à desagregação.
Que possamos olhar em profundidade e desenvolver a necessária lucidez para identificarmos todas as causas e formas de violência que nascem no campo das idéias até ao extremo das agressões físicas.
E, desenvolvermos a percepção das reais necessidades humanas e de todas as formas de vida.
Não reproduzir em nossas ideias e ações, a violência que condenamos.
Realizarmos uma revisão rigorosa em nossas visões de mundo e de gente.
Interesses políticos partidários também geram violências.
Hoje, não é mais o regime militar da ditadura, mas, sim, o regime de partidos políticos que se degladiam diante de nós, por interesses de poder, destruindo instituições e ideais constitucionais.
E, assistimos como algo comum, normal, nos acostumamos, sem dar abertura à reflexões.
A pureza da Democracia, de uma sociedade participativa, justa, equânime, deve permanecer e ser alimentada em nossos corações, visando o bem estar de todos e de todas as formas de vida que compartilham o espaço de convivência.
A inteligência da não-violência-ativa surge, emerge desses corações sinceros e abertos ao novo.
Mas, é preciso cuidar, estudar, nos alfabetizarmos para essa linguagem e ações, e esse exercício é no local onde estamos.
Vlado Herzog, após 40 anos de sua morte, vive suscitando reflexões, nos mobilizando a todos à necessária lucidez de um urgente mergulho à Cultura de Paz e Não Violência Ativa.
Não nos deixemos levar...levemos, elevemos...
Conheçam o site: www.comitepaz.org.br
E, pratiquem a respiração consciente, no Zendo Brasil, onde nossa consciência se ampliará naturalmente.
Mãos em prece




Um comentário:

  1. a saída é a saída ; sempre foi ; sair da sociedade como a prática buddhista e oriental em geral fazem ; para-oikia = casa do lado, fora da sociedade.

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