terça-feira, 18 de dezembro de 2012

BLOG PÁGINAS NOVAS - AOS ANIMAIS COMPAIXÃO ATIVA

 
 
 
 
 
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Um pouco de Monja Coen, Roshi do Darma Antigo




Coen Roshi

A mídia procura por notícias suas e, especialmente de seu passado. No Yahoo há uma entrevista sua, disponibilizada nesse blog.

Mas, Coen Roshi traz consigo algo muito além de tudo isso, em sua rica experiência de vida...
Coen Roshi traz o verdadeiro darma antigo.
O Zen, o piscar de olhos de Xaquiamuni Buda a Makakasho, primeira transmissão do darma...por Buda...
Traz as palavras precisas de Dogen Zenji Sama, de Keisan Senji Sama, nossos mestre fundadores...
Um privilégio dos ensinamentos budistas, desconsertantes ensinamentos, experiência do não saber...
Em sua vida simples, de tocar um Templo no bairro do Pacaembu, São Paulo,  "Bonsai" de Templo, é rodeada por seus alunos e alunas - leigos, leigas, monges e monjas...e seus cachorrinhos Godofredo, Malu e Prajna...
Coen Roshi, em sua simplicidade, dedica todo o seu tempo às pessoas que a procuram e a rodeiam, como abelhas no favo...
Dedica-se à pratica esportiva de correr - algumas manhãs, a partir das 6:30, e seu dia segue...sem uma pausa sequer...
Mãe, avó, Mestra, Roshi...
Gosta de arrumar os vasos de flores.
Vamos à feira na Pça Charles Muller, comprar flores aos sábados...compramos frutas também, experimentamos algumas que os conhecidos feirantes nos oferecem...
No dia a dia do dia a dia de cada um, estar com Coen Roshi é estar com a simplicidade do momento, no despertar fluir...

http://br.noticias.yahoo.com/persona-a-transforma%C3%A7%C3%A3o-em-uma-monja.html

domingo, 19 de agosto de 2012

URGENTE! Mobilização Social para Proteção das Matas em Embu das Artes e São Paulo


Plano Direitor Aprovado.
Matas comprometidas.
No CaleidoscópioZen, as cores e as ações se compõem.
Ajude a divuldar
Mobilizar redes
Novas composições para a sustentabilidade
Agora.
Saiba  mais no link do Informativo "Salve Embu das Artes"

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Bernie Glassman em São Paulo - 2 e 3 de Setembro de 2012




Roshi Bernie Glassman é um mestre budista renomado mundialmente por seu pioneirismo no movimento Zen norte-americano e pela promoção de uma espiritualidade socialmente engajada. Ele é autor de livros, acadêmico e empreendedor de sucesso, além de fundador do movimento Zen Peacemakers, com intenso calendário de palestras internacionais. 
 

PROGRAMAÇÃO

Em adesão ao mês da Cultura de Paz

2 e 3 de setembro de 2012

Dia 02 DOMINGO


14h30 Saída da Comunidade Zen Budista para o
16h00 às 18h00

Palestra “O ativismo Social como Prática Espiritual” 
Centro Comunitário Monte Azul - Av. Thomas de Souza, 552 Bairro Jardim Monte Azul.



Dia 03 2ª FEIRA

9h30 às 11h30

Palestra “Transformando moradores de rua em cidadãos produtivos – ativismo social.”
Auditório Franco Montoro – Secretaria de Justiça e de Defesa da Cidadania do ESP
Pátio do Colégio, 148/178

18h30 às 21h00
“Meditar para transformar – uma experiência inovadora no ativismo social”.
Associação Palas Athena - Alameda Lorena 355, Jardim Paulista, São Paulo, SP

Um pouco de Bernie Glassman




Bernie Glassman nasceu em Nova York, 1939. Graduou-se no Instituto Politécnico do Brooklyn e atuou como engenheiro aeronáutico. Doutorou-se em Matemática Aplicada pela UCLA em 1970.



Em 1967 iniciou seus estudos Zen com Hakuyu Taizan Maezumi Roshi. Tornou-se Sensei em 1976 e em 1980 fundou sua própria Comunidade Zen no Bronx, em Nova York. Fundou a Padaria Greyston, inicialmente operada por alunos do Zen e voltada à sustentação da comunidade. Em 1995 recebeu o inka, ou grau de Roshi. Serviu como Orientador Espiritual da White Plum Lineage, com centenas de grupos e centros Zen no mundo todo, e foi Presidente da Soto Zen Buddhist Association of America.



Tournou-se empreendedor social em 1982 propondo a visão de que os negócios socialmente responsáveis podem ter um duplo resultado: gerando lucro e servindo a comunidade. A padaria Greyston foi o primeiro empreendimento dessa natureza, e hoje é uma pequena parte do modelo de negócios socialmente responsáveis que desenvolveu, chamado Greyston Mandala, que abriga uma rede de organizações lucrativas e outras sem finalidade de lucro, atuando conjuntamente para aprimorar a vida de indivíduos e da comunidade ampliada a sudeste de Yonkers. Esta rede, que fará 30 anos em 2012, oferece habitação, empregos, capacitação profissional, creche e atividades pós-escolares, atendimento médico e vários outros serviços de apoio para uma ampla comunidade de famílias sem teto, trabalho orientado pelos princípios do empoderamento, da empatia e ação responsável.



Fundada em 1982, a padaria nasceu num bairro pobre assolada por desemprego, violência e drogas, e começou a contratar pessoas que jamais seriam contratadas pelo mercado, e dar-lhes qualificação profissional. Anos depois eles já produziam requintados bolos e tortas, vendidos nos pontos mais exclusivos de Nova York. A padaria tornou-se um negócio bem sucedido com 75 empregados e faturamento de US$ 6 milhões. Parte dos lucros são aplicados em organizações não lucrativas filiadas, tornando a rede mais sustentável e financeiramente independente. A Greyston Mandala hoje emprega 175 pessoas e beneficia 2200 membros da comunidade anualmente. Seu modelo de integração de empresas, ongs e espiritualidade tornou-se objeto de estudo acadêmico.



Em 1994 Bernie criou a Ordem Zen Peacemakers para praticantes dedicados à causa da paz e da justiça social. O conceito se ampliou e internacionalizou através da Peacemaker Community, que ressalta a integração da prática espiritual com ação social através de três princípios: 1) Não saber, e por isso abrir mão de ideias fixas sobre nós mesmos e o universo; 2) Ser testemunha da alegria e do sofrimento do mundo; 3) Ação amorosa para nós mesmos e para o mundo.



Em novembro de 2012 Bernie Glassman e os Zen Peacemakers voltarão pela 17ª vez ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, em Oświęcim, Polônia, para um retiro tradicionalmente chamado Bearing Witness Retreat. Esses retiros começaram em 1996, com a ajuda de Eve Marko e Andrzej Krajewski, e vem acontecendo todos os anos desde então.



Muito se tem escrito sobre esses retiros anuais. Ao menos meia dúzida de filmes foram rodados em diferentes idiomas. Os membros do grupo são de diferentes religiões e países, que se reúnem e passam a maior parte do dia sentados junto aos trilhos de trem em Birkenau, em silêncio por alguns períodos, e cantando os nomes dos mortos em outros. Eles andam pelos campos e fazem vigílias dentro dos galpões das mulheres e das crianças homenageando os mortos. Os participantes se encontram diariamente em grupos menores, assim formando um lugar seguro para partilhar experiências interiores. Ao cair da noite todos se encontram para dar testemunho da unidade na diversidade. Embora o próprio campo de concentração de Aushwitz seja o principal Mestre deste retiro, Bernie se encontra com outros mentores para organizar as atividades do dia e a dinâmica do retiro, caso haja necessidade.



Ele é co-autor de Instructions to the Cook: A Zen Masters Lessons in Living a Life that Matters (Bell Tower, 1996); Bearing Witness: A Zen Masters Lessons in Making Peace (Bell Tower, 1997), e Infinite Circle: Studies in Zen (Shambhala Publication, 2002).

terça-feira, 12 de junho de 2012

Nós - ofuturoquequeremos.org.br

Rio+20 Vamos participar - Somos Nós

Acompanhar o que está acontecendo no Rio de Janeiro, faces de todo o mundo, movimentos e pautas:
Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza
Estrutura institucional para o desenvolvimento sistentável:

Sob o tema “economia verde no contexto do desenvolvimento

sustentável e da erradicação da pobreza”, o desafio proposto à

comunidade internacional é o de pensar um novo modelo de

desenvolvimento que seja ambientalmente responsável,

socialmente justo e economicamente viável. Assim, a “economia

verde” deve ser uma ferramenta para o desenvolvimento

sustentável. O Brasil propõe-se a facilitar as discussões, uma vez

que o debate sobre o tema encontra-se em estágio inicial.


Sob o tema da estrutura institucional para o desenvolvimento

sustentável, insere-se a discussão sobre a necessidade de

fortalecimento do multilateralismo como instrumento legítimo para

solução dos problemas globais. Busca-se aumentar a coerência na

atuação das instituições internacionais relacionadas aos pilares

social, ambiental e econômico do desenvolvimento. (texto Comitê Nacional de Organização)
 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Códico Florestal Código da Sustentabilidade


O debate ao entorno da Lei do Código Florestal está na "gangorra", onde as duas extremidades em pesos e medidas diferentes desafiam toda a sociedade a se informar, conhecer para se posicionar, compreender a complexidade do tema e convidar a olhar o futuro e ver contemplados: a qualidade dos recursos naturais, que são serviços ambientais voltados à sustentabilidade da vida humana e de todos os seres na Terra e as necessidades por alimentos, energia, matérias prima para a manutenção dos hábitos, costumes culturais em transformação...
Mas, não temos tempo, e a temática envolve informações em linguagem jurídica, legal, técnica, "tendencionais herméticos", dificultando a compreensão generalizada do que se está dizendo. E, ao ser traduzida, carrega interpretações de ambos os lados. Não há tempo. O projeto que se encontra com a Presidenta Dilma traz o esforço de negociação, mas ainda, marcado com a caneta forte de movimentos organizados da economia, da pressão de grandes produtores.
Assim, abrimos nesse Blog, ao lado esquerdo, a página "Código Florestal, Código da Sustentabilidade", nesse espaço iremos desenvolver alguns textos ou disponibilizar o que se está sendo divulgado". Vc poderá contribuir nessa página, inserindo no campo Comentários.
No Caleidoscópio Zen, as opiniões são voltadas à cultura de paz e não violência. À convivência pacífica, com atenção a todas as formas de vida. por isso precisaremos nos capacitar para tal...e, em pleno vôo...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Operação Cracolândia e Favela Pinheirinho: Olhar em profundidade







Estou estudando o Livro “O Cálice e a Espada" de Riane Eisler, Editora Palas Athena.



Em seu prefácio, Humberto Maturana conceitua "Cultura" enquanto "uma rede de coordenações de emoções e ações na linguagem que configura o modo particular de entrelaçamento do agir, do emocionar das pessoas que a vivenciam". Continua ainda o texto, "aproveitando a etimologia latina da palavra significa "dar voltas juntos."


E, ...uma cultura se transforma em outra quando muda a rede de conversações que a constitui e define.


"A cultura patriarcal ocidental à qual pertencemos se caracteriza enquanto rede de conversações, pelas coordenações peculiares de ações e emoções que constituem nossa convivência de valorização da guerra e da luta, da aceitação das hierarquias, da autoridade e do poder, da valorização do crescimento e da procriação e de justificação racional do controle do outro através da apropriação da verdade."


...na cultura patriarcal, a nota fundamental das relações humanas é dada pela submissão ao poder e à razão..."


Ações planejadas para a "erradicação" dos problemas que "ferem a ordem social", integram medidas estratégicas de guerra.


Tanto as invasões violentas de áreas, apoiadas por argumentos da defesa de direitos, quanto as desapropriações violentas também apoiadas pelos argumentos da defesa de direitos; as invasões à núcleos consolidados para a dispersão de dependentes químicos, fazem parte de estratégias de guerra, guerrilhas.


Os discursos veementes, febris se justificam na defesa de Direitos de todos os envolvidos e nas inúmeras condições. E, a forma violenta adotada é filha da lógica da Cultura de Guerra, Cultura do patriarcado.


E, na mesma lógica, as mobilizações de ONGs e Estado para a "guerra contra a fome, contra miséria, luta por habitação, moradia, emprego...ações de apropriações......


A questão não é o questionamento da existência ou não das necessidades ou dos direitos, mas as formas adotadas por nós, sociedade como um todo, de como as identificamos/percebermos, reconhecemos e respondemos a elas.


A nossa lente é a lente da cultura de guerra. Em nossa rede de conversações e de emoções, a reproduzimos incessantemente.


Nos digladiamos, insanos e insanas, movidos e movidas por necessidades não atendidas e por serem atendidas...


Somos da mesma natureza humana e compartilhamos o mesmo espaço de convivência, e perdemos o "contato com o outro", perdemos a capacidade de perceber o outro e a nós mesmos, desconfiamos, perdemos a confiança em nós mesmos...


A cultura do patriarcado justifica a guerra como meio para a “paz”. Apenas nessa reflexão há muitos livros, tratados, e debates que hoje ocorrem no mundo...


E, nesse processo surgem vozes que buscam clarificar o que está por baixo da Cultura de Guerra. E, tais reflexões nos ajudam a compreender a complexidade dos fatos que nos cercam cotidianamente.


Fatos esses que necessitam de nova leitura. A "leitura em profundidade" e ao compreender sobre novas lentes, reconfigurar as redes de conversações e emoções e delinear a cultura matrística.


A cultura matrística, apoiada, segundo Maturana, na “biologia do amor”, se constitui pela prática do diálogo, da atenção às necessidade básicas humanas, construção coletiva de oportunidades e ações, integração e somatória de recursos humanos, técnicos e financeiros para a erradicação das desigualdades e, nesse sentido, o compartilhamento de saberes para a mediação e atenção de necessidades. Como consequência, recursos e condições para que todo cidadão e cidadã acessem à educação, trabalho, segurança, saúde, habitação, lazer, cultura...


Entre tantas vozes compartilho com vcs Mahatma Gandhi e Johan Gantung.


Mahatma Gandhi, que liderou 250 milhões de hindus no processo de independência da Índia, definiu violência como qualquer coisa que possa impedir a autorealização individual, não apenas atrasando o progresso de uma pessoa, mas também mantendo-a estagnada. Sob essa perspectiva, a violência é violenta porque leva ao retrocesso!


Johan Galtung especialista em mediação e prevenção de conflitos nos traz a reflexão da questão da relevância das necessidades básicas e a sua relação com as origens dos conflitos. Afirmou: "nós não escolhemos as nossas necessidades básicas. Elas é que nos escolhem. E é a satisfação delas que nos torna possíveis. Se descartarmos nossas necessidades básicas, ou as dos outros, estamos condenando a todos a uma vida não digna de seres humanos." As necessidades básicas - sobrevivência - bem estar - liberdade - identidade, são mais profundas do que os valores. Estão acima deles...assim, praticamos violência quando não consideramos a relevância das necessidades básicas.


E, esse contexto da cultura do patriarcado, a violência se manifesta desde simbolicamente, psicologicamente, estruturalmente (nas instituições privadas, públicas) à física.


A violência física quando se manifesta veio da fornalha de tantas outras violências acumuladas sofridas...(psiquiatra Marshall Rosemberg).


Parando um pouco por aqui...






1. Há que se investir esforços para a transformação dessa cultura de guerra, - e reconheçamos, nos formou, formatou, - observando, inicialmente, a sua manifestação em nossa forma de perceber, pensar e agir .






1. Testemunhamos cotidianamente dramas em nossa sociedade. Fatos que atingem todas as faixas da população, da menos vulnerável a mais vulnerável. Como ler esses acontecimentos e como começar a opinar e a agir sobre a lente do “ver em profundidade?” E assim, desenvolver mobilizações sociais de equidade? De desconstrução de pressupostos discriminatórios e das formas sutis e grosseiras de violência por formas conciliatórias, reconstitutivas da dignidade humana?






1. E, sob a lente da biologia do amor, da cultura matrística, que nos mobiliza ao acolhimento, ao entendimento da rede de necessidades, à capacidade de mediação, do diálogo, do compartilhamento de saberes, e que desenvolve competências e habilidades, pergunto a vcs, enquanto exercício de reflexão:


Caso Cracolândia - São Paulo


1. Como “ler” a realidade da Cracolândia?


2. Como vcs analisam a ação do Poder Público?


3. Como vcs analisam a reação da população que sofreu a ação?


4. Quais seriam as suas indicações de ações nessa realidade, considerando a lente da cultura matrística?






Caso Favela Pinheirinho – São José dos Campos


1. Como “ler” a realidade da Favela Pinheirinho?


2. Como vcs analisam a ação do Poder Público?


3. Como vcs analisam a reação da população que sofreu a ação?


4. Quais seriam as suas indicações de ações nessa realidade sob a lente da cultura matrística?




Pontuo esse texto reflexão com uma frase da ONU, quando criada após a segunda Guerra mundial:


“Se a guerra nasce na mente dos seres humanos é na mente dos seres humanos que devem ser construídas as condições para a paz...”