domingo, 26 de dezembro de 2010

Kannon e Buda... a trama da mente




Sentamos em zazen como Buda sentou e observamos o funcionamento de nossa mente.
Fios entrelaçados tecem a nossa forma de interagir, de ver o mundo, filtrá-lo, percebê-lo.
O tear de nossos pensamentos é complexo, e belo...
Delineamos, desenhamos codidianamente as nossas programações, tentando obter o máximo de controle de tudo o que nos cerca.
Shaquiamuni Buda, o iluminado, o desperto da família de Shaquia, ou Xaquia, se propos a compeender a mente, o porque do sofrimento, da velhice e da morte...Questões que formavam vários nós, enroscando continuamente o processo de tecer...
Sentou em zazen...e senta em zazen...E, se percebeu um com tudo o que existe. Seus pensamentos, não pensamento. Não agulha, não tear e, tear, agulha, pensamentos...ouvindo e vendo todos os sons do mundo, sendo os sons, o tear, a lã, a plantação de algodão, a árvore. Sem discriminar fenômenos, apenas nomes...apenas nomes...apenas nomes...no som, no som de profundo acolhimento e reconhecimento, espelhamento sem face...kannon, kanzeon...Observar sereno. Observar de longo alcance...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Gemas Brilho Descoberta do que já é

A nossa composição de infinitas cores, formas, não formas, possibilidades, está em constante transformação nesse exato momento. Perceba. Agora. Expire todo o ar de seu pulmão. Inspire...expire...
Perceber o aqui e agora, onde está toda a sua vida futuro, passado, presente...no polimento suave, compassivo, desperto, constante, revela-se o brilho natural de sua mente não mente...
Seja feliz. Aprecie a sua vida a cada instante.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Floresce a Primavera!


A primavera chegou!
Não isoladamente das outras estações...
Verão que se tornou outono que se tornou inverno e floresce primavera...
Estações sem paradas, na velocidade do Tempo, recadinhos do não tempo...
Nos divertimos, correndo para lá e para cá, trocando de roupas, alimentos, comentários...
A Natureza acontece, hoje, de forma ainda mais diferente... Os fenômenos das estações estão agora imprevisíveis...nos pegando de surpresa...
Chove quando não é para chover...Calor intenso no inverno...Até as aves fazem ninho fora das estações...O João de Barro precisa de chuva para molhar a terra e fazer a sua casa na árvore...hoje...nos postes das ruas...
Observe....Estações que revolvem o Tempo...Tempo que revolve as estações. Ser humano que revolve as Estações com as suas escolhas e formas de vida...estações que revolvem as ações dos seres humanos...Tsunames...revolvem o prazeirozo deitar ao sol...
Mas, a primavera chegou, e a insistente abelhinha continua o seu trabalho...pousa sobre os pólens das flores abertas e conduz seu pólen em suas patinhas para tantos outros jardins...
Vamos ser como as abelhas nessa primavera e distribuir o pólen da vida, da comunicação de paz e não violência, e sermos revolvidos pela alegria do conviver e do cuidar.
Estas...ações...estações....

domingo, 5 de setembro de 2010

Um fragmento, um momento...
Tudo estava lá. Tudo.
E parecia o começo.
O começo de tudo.
Apenas estava lá.

Foi num domingo, ensolarado, no Ibirapuera, São Paulo
Passeando vi muita gente...crianças, adultos, caminhavam com seu ar esportivo...carrinhos de salgados...algodão doce...cachorrinhos...
Um domingo no Parque.
Sentei à sombra de uma árvore, árvores...
Um casal de namorados se deitou próximo...
estenderam o tecido e lá ficaram curtindo o ar de ...domingo...
O cisne que desfila nessa foto veio me visitar, em busca de alimento. Como não tinha nada a oferecer-lhe, foi embora...
Lá permaneci...fiz zazen...
Tudo estava lá...lá estava tudo...
....domingo...
Mas, repare...isso não lhe parece familiar?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Uma voz em rede é uma voz?




"Nada de nada"

"Sabes me dizer quanto pesa um floco de neve?" perguntou um pardal a um pombo silvestre. "Nada de nada", foi a resposta. "Nesse caso vou lhe contar uma história maravilhosa", disse o pardal."Eu estava sentado no ramo de um pinheiro quando começou a nevar. Não era nevasca pesada ou furiosa. Nevava como em um sonho: sem ruído nem violência. Já que não tinha nada melhor a fazer, pus-me a contar os flocos de neve que se acumulavam nos galhos e agulhas do meu ramo.Contei exatamente 3.741.952. Quando o floco número 3.741.953 pousou sobre o ramo – nada de nada como você diz – o ramo se quebrou."Dito isso, o pardal partiu em vôo.A pomba, uma autoridade no assunto desde Noé, pensou um pouco na história e finalmente refletiu:"Talvez esteja faltando uma única voz para trazer paz ao mundo".
Conto adaptado de New Fables: Thus Spoke the Caribou,de Kurt Kauter, e publicado na Revista Thot, nº 58, 1993.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Observar sutil


Observar sereno
Observar de longo alcanse
Em perspectiva nos conecta
Com o relativo e o absoluto
O sereno repousa
Nas folhas que tocam a Lua...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Diversidade e Diálogo


Relatório Mundial da UNESCO: Investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural.



Documento importante que nos orientará nos caminhos para a redução da intolerância e das desigualdades.

A ampliação do diálogo, reverência à diversidade, acolhimento.
Cultura de Paz e Não Violência entre povos e nações. Entre países, entre bairros... Em nossas relações.

Compreender essa diversidade nos permitirá compreender a nós mesmos, natureza humana.

ttp://unesdoc.unesco.org/images/0018/001847/184755POR.pdf

domingo, 30 de maio de 2010

ATRAÇÃO MÚTUA ENTRE TODOS OS SERES

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Talvez demore para carregar o vídeo, mas você poderá assistir diretamente no You Tube. Vale a pena: Título: A Energia que vem do sol e dos pássaros

sábado, 22 de maio de 2010

Mahapajapati


Caminhamos cento e cinquenta milhas de pés descalços e cabeças raspadas. Cobertas de pó...nossos pés estavam inchados....
Fomos ao encontro daquele que despertou. Meus seios o amamentaram quando minha irmã mais velha Maya morreu, oito dias depois de seu nascimento...
Nós estávamos lá no princípio. Nós estávamos lá.
Mulheres de ontem, mulheres de hoje.
Nós estávamos lá no princípio. Nós estávamos lá.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Um recanto nascentes movimentam
A folhagem, mata sutil recobre e reveste
O espaço vazio
Águas, musgos, brejos, sapos
Aves, ventos, molduras cipós
Nos sons dos bugios
Formigas, beija-flores
Estão todos lá e aqui
Juntos...Ouça...
A mata respira você
Você respira a mata

sexta-feira, 9 de abril de 2010


A roca...
Onde está a sua roda?
Em nossa mente...
E o fio de algodão?
Na fina tecitura do tempo...
Faz e refaz fiar...
Confiar
No soltar
Aqui e agora...

sábado, 3 de abril de 2010

Piscar de olhos


Uma gota de água da chuva escorre da folhagem imperceptível da mata...é madrugada...ar fresco do início do amanhecer.
Os raios solares apontam o dia que surge...
A criança abre os olhos, o mão perdida tateia o ar e desliga o despertador..., o ônibus passa pelas ruas, a marmita é fechada, o cobrador gira a catraca...aquela mulher cochila e sua cabeça escorrega entre o banco e o vidro do ônibus...mais um dia, mais uma tarde, mais uma noite...
Lua brilha entre as nuvens...
Alguns dormem, outros ainda caminham...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Aquecimento Global Ações Locais



Com o intuito de esclarecer a população em geral e subsidiar as lideranças políticas, sociais, empresariais, religiosas, criamos o site aquecimento global e os municípios. Trata-se de um espaço aberto para comentários e também inserção de iniciativas, boas práticas voltadas a reduzir o aquecimento global, com ações locais e regionais. Você está convidada(o). Acesse. Participe. Observe. Atue.


quinta-feira, 11 de março de 2010

Olhar em profundidade


Olhar em profundidade a nossa paisagem cotidiana...
Natureza que observa...e é observada por todas as formas de vida...
No trabalho, observe os objetos diante de você: papéis - árvores; a mesa de madeira - árvores; caneta de plástico - petróleo; borrachas – seringueiras; borrachas - petróleo; a base de ferro de sua cadeira - minério; o copo de vidro - areia...e os equipamentos de informática...?
No momento da refeição observe os alimentos: vegetais, frutas, cereais, grãos...alguém plantou, cultivou. Quem foi? Quantas pessoas trabalharam para você ter esse alimento à sua disposição? Esse alimento permaneceu no campo, exposto ao sol, à luz do luar, às chuvas, ao orvalho...aos pequenos animais, à intervenção humana...
Quando se alimenta, você interage com todas as infinitas causas e condições...
E nas relações humanas? A convivência me forma e informa? Transforma? Acolho? Rejeito? Interajo? Faz-me pensar, falar, sorrir, brigar, chorar; abraçar? Altera-me? Modifica-me? O outro é o espelho de mim mesmo? Com quem me relaciono? Reconheço a originalidade do outro?
Me alimento de idéias...de imagens...de relações...de leituras...de minhas escolhas conscientes...
No dia de hoje observe, olhe em profundidade e reconheça a nossa realidade interdependente com tudo o que existe...e que nos faz cotidianamente...aprendizado da vida...

terça-feira, 9 de março de 2010



Caminhemos, pois.
Sem começo nem fim. Além do nascer e do morrer. Eterno transformar. Podemos nós, pequenos seres humanos, direcionar a transformação.

Já há alguns anos caminhamos juntos. Como tem sido agradável encontrar outros tantos companheiros, irmãos e irmãs, parceiros deste caminhar de Cultura de Paz.

Reiteramos nossa parceria, agradecendo os momentos que juntos compartilhamos, as primeiras flores, os primeiros frutos ainda não muito doces, que colhemos na jornada, espalhando sementes ao vento, cuidando do solo, do céu, das águas e do nada.

Um ano termina, outro começa e nós recomeçamos a cada instante nossos votos de servir a humanidade, servir à toda vida com nossa vida.

Que haja Paz, ternura, amizade, compreensão e justiça no nosso caminho da Verdade.

Coen Roshi

UBUNTU




Ubuntu


É uma palavra-conceito que, nas línguas africanas zulu e xhosa, significa “Sou quem sou por aquilo que todos somos”. Ela exprime o reconhecimento de um vínculo universal de compartilhamento que conecta toda a humanidade, no sentido de sermos pessoas através de outras pessoas.

Nada mais verdadeiro. Quando ingressamos no cenário da vida, nossa condição é extremamente precária, precisamos de cuidados permanentes antes de adquirir autonomia. Nossos pais, ou aqueles que acolheram nosso desenvolvimento, tiveram de oferecer seu tempo, seu afeto e atenção por anos a fio para nos alimentar, agasalhar, educar, encorajar e abrir espaços de segurança onde cada um de nós pudesse expressar sua singularidade e potencial criador.

E não apenas eles, mas toda a comunidade ou cultura está presente em nossa formação. A unidade de sentido, o repertório de valores, a visão de mundo, os medos e aspirações permeiam o imaginário e a racionalidade que acompanha nossos dias. São os alicerces sobre os quais construímos e cultivamos nossa identidade, que é depositária de milhões de variáveis que atualizam a experiência sempre renovada e crescente da história da humanidade. Cada um de nós presentifica a ancestralidade que nos deu origem, e a cultura é a imagem visível de conhecimentos e fazeres que se perpetuam e também se renovam de geração em geração.
Lia Diskin. Associação Palas Athena. São Paulo.

Caleidoscópio da condição humana. As desigualdades.

O outro lado da moeda é o nome desse filme.
A cultura da violência estrutural, física, simbólica...
Praticamos a violência quando geramos e compartilhamos de sistemas que alimentam o retrocesso de seres humanos e os mantém estagnados, até a morte.
Somos seres em transformação e em rede podemos ser a mudança que queremos ver no mundo. Faça a sua parte. Por uma Cultura de Não Violência. Por uma Cultura de Paz.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ângulos, perspectivas, percepções, vivências, lentes olhares que interagem no aqui e agora...
Sentimento coração tecem o olhar que define a linha da perspectiva...
Mosaico que se transforma e se modifica em movimento, pulsar do coração...
Tudo muda, em mudança cor
forma e não forma se forma ou deforma...
Ele é tudo de você e nada de você
Em sua mente impermanente
Interação transitória
Repertório
Olhares
Respiração
Veja!
Que belo!

terça-feira, 2 de março de 2010